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DL 650 V-Strom - Primeiras Impressões

Há 35 dias rodando quase que diariamente com minha nova moto, a V-Strom 650, creio que já é possível fazer uma avaliação preliminar da máquina. E também porque, com o passar do tempo, posso perder as referências comparativas com minhas duas motocicletas que antecederam a atual; uma antiquada, porém robusta e confiável XT600E ano 2000 e uma moderna e potente, porém, ao meu ver, frágil e pouco confiável XT660R ano 2007.

Para começar temos aquela sensação inicial de que a moto não acompanha, por culhonésimos de segundo, a direção que apontamos o guidon, por conta da carenagem e faróis fixos. Sensação que desaparece em poucos dias de uso. A "truminha" lembrou-me uma espécie de "Super-Sahara".

A posição de pilotagem é muito boa, apenas tive que ajustar o guidão um pouco mais para frente. O banco é largo e muito confortável para piloto e garupa. Os retrovisores não vibram e seu posicionamento permite fácil regulagem, sem que fiquem focados nos ombros do piloto. Como é bom ter um painel completo, podendo-se saber a quantos giros anda o motor, a temperatura deste e a quantidade de gasolina no tanque. Um indicador de última marcha seria interessante, mas com o tempo saberemos em que marcha estamos só por observar os ponteiros do velocímetro e do conta-giros.

O motor em “L” vibra pouco e mostra torque já nas primeiras faixas de giro. O acelerador é suave e sensível e a embreagem acionada sem esforço. Uma das coisas que mais gostei foi a elasticidade do propulsor, que muito diferente da XT660, não exige constante troca de marchas em trânsito urbano ou em estrada. Na cidade você pode entrar e sair de uma curva em terceira marcha tranquilamente, na estrada você pode reduzir a tocada para 60km/h ao passar por foto-sensor e retomar suavemente velocidade sem ter que sair da sexta marcha.

Não poderei fazer comparação com a irmã maior, a DL1000, porque nesta moto apenas rodei um quarteirão, porém o que escuto entre os que têm ou tiveram a Trumona, que esta não teria a tamanha eslasticidade da 650.

Apesar da DL parecer muito maior do que as XTs, estou pilotando no trânsito travado da cidade da mesma forma de antes. O guidão é alto e passa acima dos retrovisores da maioria dos carros e a largura da moto não parece ser diferente das Yamahas que tive.

A suspensão é muito boa, mas não foi feita para enfrentar buraqueira com a mesma disposição das XTs. Em estradas esburacadas e/ou carroçáveis é preciso mais cautela quando se está de V-Strom. O cárter e parte do escapamento são muito próximos do solo e parecem ser frágeis ao contato com lombadas ou pedras. É fundamental colocar um protetor nesta parte da moto e o único que encontrei na internet custava a bagatela de R$1400,00!

A primeira medição de consumo de gasolina, aos 189km rodados na cidade foi de 15,45km/litro. Já a segunda medição, aos 344km rodados em estrada com garupa foi de 20,97km/litro. A terceira medição, mista entre cidade e estrada aos xxxxkm, ficou em xx.xxkm/litro ([i]dados a editar em breve[/i]). Lembro que estava em período de amaciamento da moto e em nenhum momento ultrapassei os 5 mil giros, rotação esta que, na estrada em sexta marcha nos leva a 110km/h com um delicioso motor ronronando entre nossas canelas.

Não me iludo em pensar que a "Truminha" vai substituir as XTs em meus passeios por beiras de praia, não é impossível rodar com ela na maré baixa em areia durinha, claro, mas não creio que esta motocicleta seja muito adequada para tal, principalmente por conta da distancia entre motor e solo, além do posicionamento do radiador de óleo. Falarei sobre isto quando tiver a experiência.

Prosseguindo na avaliação preliminar após os mil quilometros rodados:

Depois de mais uma pequena viagem de 400km com a moto acima dos mil km rodados e após a respectiva revisão:

Na primeira viagem ao mesmo destino, na avaliação anterior, eu estava com garupa e atento aos 5 mil giros, o máximo indicado para o período de amaciamento, conforme recomendação do Manual do Fabricante.

Como estou construindo casa na Praia de Redonda, e Marta já estava por lá passando semana de férias com a sobrinhada, nesta última sexta feira, dia 11/12, retornei àquela praia, desta vez sem garupa e com pouca bagagem.

Assim que saí do trânsito urbano e a estrada mostrou-se livre e em bom estado, também senti-me livre para acelerar um pouco mais. Dos 110 para os 120km/h a DL-650 nem piscou. Continuou assim até os 130 com o conta-giros na faixa dos seis mil giros. Torci um pouco mais o punho e antes dos seis mil e quinhentos giros estava a 140 por hora. É perigoso se acostumar com esta velocidade, os automóveis e caminhões à nossa frente, que estão rodando na faixa dos 80/100 por hora, nos chegam muito rapidamente.

Como estava experimentando a moto e a estrada continuava com pouquíssimo movimento, rodei a 150 e 160 por hora, não por muito tempo, claro, pois contrariava minha natureza e alma custom... Aos 160, na faixa dos 7,5 mil giros, torci um pouquinho o punho apenas para perceber se ainda tinha mais motor disponível - tinha, e aparentemente com disposição e saúde. Evidentemente, parei por aí o teste de velocidade, como afirmei, uma tocada dessas não é bem a minha praia.

Retornei na manhã de domingo prometendo-me a rodar normalmente. Cumpri em parte o combinado, pois a Truminha mostrou que sente-se muito bem rodando suavemente entre os 5 e 6 mil giros, e isso faz com que o odômetro mostre 110 a 130km por hora, com o propulsor oferecendo muita força sem fazer esforço, velocidade cruzeiríssima.

O consumo de combustível nesta viagem foi de 19,66km/litros. Muito bom! Principalmente se lembrar que 200km de estrada antes de chegar aos 311km no odômetro parcial em que abasteci já na volta, foram com forte vento de proa.

Antes da viagem, em utilização urbana, apurei um consumo de 16,96km/litro.

 
 
 

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